Investigadores portugueses desenvolvem edifícios que reduzem o consumo energético

O projeto INOV C 2020 que está ser desenvolvido por um grupo de investigadores em Coimbra, apoia o desenvolvimento de um novo tipo de argamassa biorecetiva destinada a captar carbono e reduzir o consumo energético. Esta solução beneficiará o ambiente e as comunidades no seu conjunto graças à conceção de fachadas verdes simples, economicamente acessíveis e de baixa manutenção.

INOV C 2020 é um projeto estratégico cofinanciado pelo FEDER – Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional, através do Programa Operacional CENTRO 2020, com um prazo de execução compreendido entre 18 de abril de 2017 e 17 de abril de 2019.

Os parceiros executarão um investimento total de 1.627.614€, sendo o montante de 1.383.472€ financiado pelo FEDER.

Graças à melhoria do seu isolamento térmico, estes edifícios revestidos com musgo poderão captar mais carbono, reduzindo, simultaneamente, o consumo energético.

A captação de carbono implica o armazenamento a longo prazo de dióxido de carbono e de outras formas de carbono para atenuar o aquecimento global e evitar as alterações climáticas. O musgo também origina evaporação, contribuindo para manter as cidades e as vilas mais frescas.

Este foi um dos 15 projetos contemplados com uma das Bolsas de Ignição financiada pelo INOV C 2020, que pretende alavancar ideias de empreendedorismo e inovação a nível nacional. O INOV C 2020 quer contribuir como uma alternativa, mais económica e ecológica, às fachadas vivas tradicionais.

O projeto está a ser realizado no Instituto de Investigação e Desenvolvimento Tecnológico para a Construção, Energia, Ambiente e Sustentabilidade (ITeCons) da Universidade de Coimbra.

O aumento da qualidade ambiental das cidades e da eficiência energética dos edifícios, assim como o melhoramento do conforto térmico e acústico das construções onde for implementado este novo sistema de fachada viva, são algumas das vantagens do desenvolvimento deste tipo de argamassa que revela ser recetiva à inoculação e crescimento de musgos.

Neste caso, a argamassa contendo musgos apresenta-se como uma solução de revestimento verde que otimiza a sustentabilidade ambiental da fachada viva, no que diz respeito à eficiência energética, necessidade de manutenção e de irrigação.

As Bolsas de Ignição do programa INOV C 2020 foram atribuídas em julho de 2018 a quinze projetos de investigação científica com aplicabilidade comercial que representam um investimento total de 150.000 mil euros, com um financiamento FEDER máximo de 8.500€ por cada bolsa.

 

Fonte: CE

Posted on 15 Novembro, 2018 in Destaques, Feed

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